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Crítica: Horizonte Profundo - Desastre no Golfo



Se podemos dizer que existe algo que Hollywood adora é uma tragédia. Os filmes de desastres chegam a ter uma categoria só dela dentro da poderosa indústria cinematográfica e o mais impressionante é a resposta do público que sempre lota as salas de cinema. Mas o lado positivo disso tudo é que podemos ter aquelas produções hollywoodianas envolvente as catástrofes naturais como O Dia Depois de Amanhã e até mesmo produções envolvendo desastres reais. Horizonte Profundo - Desastre no Golfo se encaixa exatamente nesse último nicho, mostrando as perspectivas do engenheiro Mike Williams sobre as últimas horas antecederam o maior acidente já registrado em uma petrolífera, a explosão da Deepwater Horizon no mar do Golfo em abril de 2010, que causou um gigantesco derramamento de petróleo e um dos maiores desastres ecológicos recentes.



Talvez o maior acerto de Horizonte Profundo - Desastre no Golfo seja transitar muito bem entre o drama e a ação. Se na primeira parte do longa somos apresentados a Williams (Mark Wahlberg), nesse ponto o filme consegue dar a dramaticidade que a trama pede, sendo que é quase impossível fazer um longa que envolva desastre sem ter um envolvimento com os personagens. Os personagens desenvolvidos pelos atores Mark Wahlberg, Kate Hudson, Kurt Russell e John Malkovich , velhos conhecidos do público tornam essa empatia muito mais fácil. Porém não é só eles que merecem o destaque, o elenco inteiro está realmente bom e chama a atenção principalmente para as atuações de ganhadora do Globo de Ouro, Gina Rodríguez e o veterano Mark Wahlberg, que já despontam como favoritos para uma indicação ao Oscar 2017.



As cenas de ação conseguem criar todo um clima, primeiramente porque cria todo um clima de tensão até acontecer o desastre e quando acontece, somos surpreendidos por uma cena bastante realista e que é difícil encontrarmos nesse tipo de filme, principalmente os dirigidos pelo Roland Emmerich. O diretor Peter Berg (o mesmo responsável pelo excelente O Grande Herói) demonstra ser um ótimo diretor, sabendo escolher muito bem os ângulos de câmera que causam uma certa sensação de claustrofobia e que fazem com que o público tenham a mesma sensação que os personagens.




O roteiro e a montagem estão de parabéns ao saberem explorar seus personagens secundários, porém peca ao dar pouco destaque para os familiares a espera de alguma noticia. Se no inicio do longa parecia que teríamos uma atuação muito boa de Kate Hudson, acabamos nos decepcionando já que a atriz acaba se tornando uma coadjuvante bem abaixo do esperado e tendo pouco tempo em cena.


Horizonte Profundo - Desastre no Golfo é uma grata surpresa para o cinema de desastre, pois consegue entreter e também trazer em pauta esse desastre ambiental que impactou o mundo. Preparem-se para quase duas horas de momentos de tensão e agonia, em um dos melhores filmes de desastre desse ano.

Nota: 9.0/10

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